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quinta-feira, 31 de março de 2011

Bullying

Querido diário,

Recentemente estava fuçando a internet procurando coisas interessantes e encontrei um vídeo que me chamou a atenção:


Vamos aos dados: Max Adler é ator e faz a personagem Dave Karofsky na série de comédia musical Glee. Karofsky é jogador de futebol americano e homofóbico, por isso tornava um inferno a vida de Kurt Hummel (Chris Colfer), personagem gay assumido. Detalhe: Dave Karofsky também é gay, até já houve um beijo entre ele e Kurt em cena.

A segunda temporada de Glee aborda, principalmente, um tema que é muito debatido na atualidade, o chamado Bullying. Bully significa "valentão", ou seja, Bullying descreve atos de violência física ou psicológica com o objetivo de intimidar ou agredir alguém.
  • Agressores (bullies): indivíduo mais forte, popular ou que tem o grupo maior.
  • Alvos: Todos que são "diferentes" (incluem características e deficiências físicas, etnia, sexualidade, religião, estilo, gostos, etc.)
Na verdade, como diz Max Adler no vídeo acima, esses "valentões" são muito inseguros e só cometem o bullying para se sentirem melhores consigo mesmos. Alguns sentem inveja pelo alvo ser diferente; outros são carentes de atenção e acham que desta forma vão conseguir suprir esta carência; há ainda aqueles que agridem os outros por serem como eles e não aceitarem isto (como no caso de Karofsky e Kurt, em Glee).
Com o intuito de diminuir a ocorrência de Bullying e disponibilizar um meio de fazer com que as vítimas possam ser ouvidas e auxiliadas, foi criado o site "It Gets Better" (Isso Fica Melhor). Lá, pessoas que sofrem ou sofreram Bullying postam vídeos com relatos sobre o assunto.
Quando se acessa o site pela primeira vez, surge uma janela na tela com o seguinte texto:
"A promessa: Todo mundo merece ser respeitado por quem eles são. Comprometo-me a divulgar esta mensagem aos meus amigos, familiares e vizinhos. Vou falar contra o ódio e a intolerância sempre que eu vir isso, na escola ou no trabalho. Eu vou dar esperança para lésbicas, gays, bi, trans e outros adolescentes intimidados, deixando-os saber que 'isso fica melhor'".
Abaixo, quadros para você preencher com seu e-mail, nome, sobrenome e CEP, concordando com a promessa acima (e lembre que promessa é dívida).
O projeto "It Gets Better" é destinado à comunidade GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais), para que os jovens gays possam saber que existe futuro para eles. Conta com o apoio de muitos famosos, até do Presidente Barack Obama, e tem várias coisas disponíveis, como camisas e livros do projeto, depoimento de famosos e de pessoas comuns, e muito mais.
Sendo assim, o site é, sem dúvidas, muito interessante e luta para combater o bullying, o preconceito e a homofobia. Além disso, mostra para o mundo que gays são pessoas como outras quaisquer, com sonhos e desejos também. O único empecilho para nós, brasileiros, é que o site é estadunidense, portanto está todo em Inglês, mas o que importa é a intenção.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Hairspray PA

Querido diário,

Maravilhoso, esplêndido, fabuloso... Os melhores elogios à peça Hairspray (versão Pará). Foi tão incrível a história, os personagens, os atores, as músicas, os cenários, as atuações... tudo convergindo à perfeição teatral.

Baseado no musical da Broadway de mesmo nome, Hairspray conta a história de Tracy que sonha participar de um programa de dança, o "Corny Collins Show". Quando consegue, a garota se depara com uma grande segregação racial, onde brancos não se misturavam com negros. Mais tarde, ela passa a lutar pela igualdade racial, vivendo várias loucuras com seus amigos.

A versão paraense do espetáculo fez valer a fama que o original possui. Com Lucinha Bastos no papel principal, a peça está grandiosa. O teatro estava lotado, tinha gente até de pé no fundo, e a cada vez que as luzes se apagavam inúmeras palmas se faziam ouvir.
Fui ao Centur na sexta-feira (25), na sessão especial da Cruz Vermelha, às 18:30. O ingresso estava custando 1 real + 2 Kg de alimento não perecível. Fui menos pelo preço que pela vontade de ajudar o próximo. Tá, não é totalmente verdade, mas poder assistir o espetáculo a preço baixo e ainda poder ajudar pessoas necessitadas é o mesmo que unir o útil ao agradável (fato!).

Apesar de pouco difundida e sofrer ainda muito preconceito, aos poucos a cultura paraense está se mostrando forte e digna de valorização. O esforço dos artistas em oferecer um bom trabalho e a insistência de seus seguidores em divulgá-los faz com que, aos poucos, mais e mais pessoas gostem e respeitem a arte local.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Amazônas: Vergonha Nortista

Querido diário,


Se você não prestou bem atenção no vídeo acima, principalmente nas últimas palavras do Prefeito Amazonino, repita-o.
Depois da discussão e de mandá-la morrer, o prefeito pergunta de onde aquela senhora é e ela responde ser paraense. Então ele conclui: "Ah! Então está explicado...". Como assim está explicado? O que ele quis dizer com esta afirmação?
Este preconceito contra os paraenses não surgiu recentemente. Certa vez assisti a uma palestra onde um amazonense deixou bem claro sua aversão ao nosso estado. Na verdade o tema do seminário era o ensino superior e o tal palestrante, representante da UEA (Universidade do Estado do Amazônas), tentou enumerar quanto o ensino da sua universidade era melhor em comparação ao daqui. Rolou até uma discussão entre ele e o representante da UEPA (Universidade do Estado do Pará).
Voltando ao caso Amazonino, ainda ontem, em entrevista ao Jornal da Globo, o prefeito de Manaus tentou se explicar, mas, sinceramente, acho que nem ele acredita nas próprias palavras:


"O caso de ontem não foi só um desrespeito aos paraenses, mas a toda a sociedade", afirmou o vereador Joaquim Lucena, do PSB, ao Portal D24am. Ele afirmou também que, junto ao seu partido, vai analisar a possibilidade de um impeachment (afastamento do cargo) ao Prefeito Amazonino.
Se só o prefeito tivesse exposto seu preconceito contra nós, eu diria que era algo pessoal. No entanto, enquanto eu acompanhava os comentários do primeiro vídeo, percebi vários textos ofensivos de apoio ao prefeito contra o Pará e os paraenses, deixando claro que essa "visão de superioridade" é comum à maioria dos habitantes daquele estado.
Sabe, eu não consigo sentir raiva deles, mas pena. Ao contrário destas pessoas, eu não perco meu tempo com preconceitos idiotas. Isto só prova que os mais ignorantes nesta história toda são eles mesmos, sinto muito. Como se já não bastasse o preconceito que todos os habitantes da Amazônia sofrem no resto do Brasil, onde são conhecidos como "os índios que vivem no mato", o pessoal do Amazônas ainda alimenta uma ignorância tola que não os levará a lugar algum.
Aliás, amazonenses, eu espero que lembrem-se que, não fosse a Zona Franca de Manaus, seu estado não seria nada, apenas mais uma área pobre, não desenvolvida e esquecida do Brasil (agora só é um pouco desenvolvida). Mas o Pará e o Amazonas são os principais estados do Norte do Brasil e ao invés de unirmos forças para sermos reconhecidos e valorizados, vocês ficam digladiando conosco numa tentativa frustrada de sentirem-se superiores. Que vergonha...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Chico Xavier

Querido diário,

Oi, eu sou a adriela do post ai de baixo. Como dito, vou passar a postar aqui de vez em quando >.<' Então, vou falar sobre a mini-série da Globo que acabou na última sexta-feira (28), CHICO XAVIER!

Ele foi um dos maiores mediuns do Brasil e muitas vezes visto como louco, impostor, etc. "Fransisco Candido Xavier, nascido como Fracisco de Paula Candido Xavier, notabilizou-se como medium e divulgador do espiritismo no Brasil" (Fonte)
Eu assisti ao filme e vi a mini-série. Achei super interessante sua vida, as aparições de sua mãe (Maria João de Deus), já morta, os maus tratos que recebia de sua madrinha (Rita de Cássia), a bondade de sua madrasta (Cidália Batista) e, não posso esquecer, do Emanuel, o anjo que o protegia.

Estreou em 02/04/2010

Para mim, Chico Xavier foi uma grande pessoa, escreveu vários livros (eu tenho um, rs) com muitas histórias que são, para muitos descrentes, impossíveis. Eu creio no Espiritismo, acho uma religião fascinante (mesmo eu tendo medo de espíritos, rs)

Foram esses meus pensamentos. Bejundas a todos e até a próxima.

Edição: Estudante Luiz

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Nova diarista!

Querido diário,

A partir de amanhã teremos uma nova diarista! Sim, pois agora, além de mim, outra pessoa redigira para o blog e desenvolverá e publicará suas próprias postagens. Seu nome é Adriela, é minha prima, acompanha minha redação desde o início e é muito boa conselheira.
Por isso, para apresentá-la a você, resolvi convidá-la para uma entrevista informal. As perguntas são sobre ela e sobre sua forma de ver a coisas, apontando suas opiniões sobre alguns assuntos. Então apresento a você a Adriela!

Luiz: Quantos anos e onde moras?
Adriela: Tenho 14 anos, quase 15. Moro em Belém, na Pedreira.

Luiz: Quem és e o que faz da vida?
Adriela: Eu vou estudar Artes Dramáticas na escola tecnológica Anísio Teixeira, caso eu não passe no curso técnico em design do IFPA. Sou uma pessoa legal, engraçada e autentica, mas tenho uma veia assassina às vezes.

Luiz: Como você descreve a sua personalidade?
Adriela: Louca.

Luiz: Quais são seus hobbies, gostos e preferências?
Adriela: Gosto de dançar e assistir TV, acessar o MSN e jogar videogame. Minha música preferida é "Don’t rain on my parade", na voz da Rachel, de Glee, se você quiser saber. (risos) E meu jogo é "Deus da Guerra", do PS3 (Playstation 3).

Luiz: O que você não gosta de fazer?
Adriela: Odeio trabalhos domésticos e ter que aturar a Alexandra! [Quem?!]

Luiz: Suas virtudes e defeitos?
Adriela: Virtudes? Acho que tenho alguma... Sou divertida! Defeitos? Bom, sou chata, falo demais e exigente, além de ser do tipo “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”.

Luiz: A qual tribo social você considera pertencer?
Adriela: Nenhuma. Vivo me deslocando de uma pra outra. Procuro agradar a todos. [umhum, emo!]

Luiz: É fácil conquistar sua amizade ou seu coração?
Adriela: Um pouco. Basta saber conversar e ouvir, além de ter paciência.

Luiz: Qual sua relação com familiares e amigos?
Adriela: Normal como qualquer outra dentro da minha família louca...

Luiz: O que não curtes numa relação de qualquer espécie?
Adriela: Falta de assunto e traição.

Luiz: Qual o pior defeito que alguém pode ter?
Adriela: Inveja (de mim).

Luiz: E a melhor virtude?
Adriela: Me amar... [umhum, sei...]

Luiz: Você tem preferência religiosa e/ou política?
Adriela: Na verdade não, mas acho que as pessoas são livres para fazerem suas escolhas.

Luiz: De que modo você vê a vida?
Adriela: Procurando o lado bom, como quando tentam matar alguém na escola. Ele ganhará a atenção dos diretores e dos pais. Certo? [umhum, medo]

Luiz: Qual a sua relação com a beleza? És vaidosa?
Adriela: É pouca e não sou vaidosa. [e eu acreditei nisso! xD]

Luiz: O que você tem a dizer sobre sua cidade?
Adriela: É suja, alagada, chove demais e de difícil locomoção. Por pouco não consigo comparecer à entrevista (risos)

Luiz: Qual sua crítica atual mais urgente?
Adriela: A EX-governadora do Pará, Ana Júlia, que foi nomeada, no ano passado, a pior governadora do Brasil. [também, pudera...]

Luiz: Dos problemas mundiais, qual merece mais atenção?
Adriela: O aquecimento global, pois eu quero viver ainda muitos anos respirando um ar limpo e saudável, não um todo poluído. [Hã?!]

Luiz: Você possui consciência ecológica?
Adriela: Sim... [mentira]

Luiz: És etnocêntrica? O que tens a dizer sobre o assunto?
Adriela: Às vezes, principalmente nos momentos de descontração. Por exemplo, minha vizinha é Evangélica e a mãe dela segue religiões afrodescendentes. Confuso, não?

Luiz: E quanto à sexualidade das pessoas?
Adriela: Eu apoio. As pessoas podem ser o que são. Eu sou contra os homofóbicos que batem em transexuais. [Hã?!]

Luiz: Você tem alguém famoso com quem se identifica?
Adriela: Sim, a Rachel Berry, de Glee. Ela fala tanto e tão rápido que quase não consigo ler a legenda, assim como eu. (risos) [e é mandona, briguenta, egoísta, neurótica, baixinha...]

Luiz: Alguma frase especial que você queira deixar aos leitores do blog?
Adriela: “Gente feia tem que ser engraçada para subir na vida nesse mundo capitalista!” [Ainda bem que você sabe xD]



Então, esta é a Adriela. Espero que tenha gostado de conhecê-la!


Legenda:
Comentários da entrevistada = (...)
Comentários do autor = [...]

domingo, 16 de janeiro de 2011

Sistema de Cotas

Querido diário,

Domingo passado fiz a prova do processo seletivo da UFRA, a 2ª fase, porque a primeira foi o ENEM. Eu nem estava tão afim de fazer, afinal já conquistei uma vaga na UEPA e Agronomia era a minha última opção de faculdade, mas fui mesmo assim. Até o Heitor da universidade, um senhor já de certa idade, passou lá na sala pra nos desejar boa prova. Foi a primeira vez que vi um pequeno grande homem na minha frente. Pequeno por ser relativamente baixo; grande pelo cargo ao qual está designado.
Bom, não vim falar disso. Na verdade, enquanto fazia a prova, algo me ocorreu subitamente. Estava relendo meu cartão de identificação (aquele com os meus dados) e li, la no finzinho, a parte que dizia "Concorre no regime de cota racial". Sabe o que dizia logo depois dos dois pontos? "Não". Mas, espera ai! Eu sou negro. O natural não seria eu estar nestas cotas?

Então me veio outra coisa: por que eu não posso pedir cota racial se eu sou negro? E as respostas às quais cheguei geraram dúvidas ainda piores. Primeiro, para se conseguir cota cor é obrigatório que seja de escola pública. E o que isso significa?! Que, para eles, não existem alunos negros nas escolas particulares. Dai, então, esta não seria outra forma de preconceito?


Pô, se para pedir cota cor precisa ser de escola pública, por que não deixam apenas a "Cota Escola Pública"? Então me disseram que é porque também existem brancos na escola pública. Sim, mas o ensino é o mesmo e a capacidade de aprender também (com exceção dos nerds e gênios natos, os quais independem de raça ou tom de pele para assim o serem).


E ainda impressionante é que, quando fui confirmar a inscrição no processo seletivo da UFPA, estava lá escrito: "Não quer cotas". Como assim não quer?! Eu até queria, mas este é um privilégio o qual eu não estou qualificado a receber. Não se tratou de opção, mas de exclusão mesmo.
Para mim a Cota para Negros, apesar da promessa de diminuir o preconceito, apenas aumenta-o ainda mais. Eu até já ouvi algumas brincadeiras de mau gosto contra alunos cotistas. E, só pra constar, sou a favor da manutenção apenas da cota Escola Pública. Até porque já está bem claro que o ensino na escola particular é muito melhor que o ensino da escola pública. Mais claro, impossível!